segunda-feira, 11 de abril de 2011

Continuação da Dissertação de Mestrado

Falando sobre os arquétipos contidos nos contos de fadas: parte II

Continuando a minha síntese e as minhas novas colocações e ampliações veja que colocação interessante faz esta autora
Franz coloca que: Os estudos dos contos de fadas são essenciais. Eles delineiam a base humana universal, porque versam sobre personagens “do outro lado do mundo”, o mundo da fantasia, onde tudo é possível, o mundo do “faz – de - conta”, e que sua linguagem portanto é facilmente entendida v. Os contos estão além das diferenças culturais e raciais, podendo migrar de um país a outro. Sendo assim, apresentam uma linguagem que parece ser internacional. (von Franz 1990).


Chinen (1989) relata que através dos contos de fadas e da imaginação são vividos acontecimentos “do que pode ser e não do que simplesmente é” (p12) . Pois os contos lidam com a fantasia, e mostram uma maneira ideal de ser. Observa - se personagens semelhantes aos do mundo real, o que facilita a identificação do indivíduo com o personagem.
Portanto quando usamos os contos de fadas como sensibilizações nas vivências arteterapeuticas temos a possibilidade de lidar com fatos que podem já ter sido vividos pelas mulheres, pelas crianças enfim , e a partir destes contos recriarmos ações ,termos um novo olhar os fatos , buscar soluções criativas para os nossos problemas , quando uma situação é vista num outro contexto , por ex num conto de fadas , podemos imaginar , se este personagem superou esta situação , eu posso tentar . ..

As crianças e os adultos sabem muito bem que é bom estar no mundo da fantasia isso sempre acontece ao ouvirem a frase: ”Era uma vez...vão iniciar uma viagem para um outro mundo, longe deste, só voltando ao ouvirem a frase: “... e foram felizes para sempre”.

Olhem que interessante esta afirmação : Dieckmann (1986), coloca que existem dois mundos vividos pelas crianças e eu afirmo que também pelos adultos: : o real e o da fantasia. Que o primeiro destes mundos corresponde à nossa consciência, aí estão os acontecimentos do dia a dia. Já o segundo mundo corresponde ao nosso inconsciente, lugar dos sonhos e das fantasias, onde tudo pode acontecer. E é neste mundo que se encontra o conto de fadas. A diferença entre eles está no fato de que no segundo mundo se instala o mundo mágico, e lá os animais falam, existem bruxas e fadas, uma floresta com uma casinha de chocolate, uma bruxa, e um espelho mágico...

Se quando trabalhamos com arteterapia buscamos trazer a tona o que esta no inconsciente e olhando para as nossas produções visualizar as saídas, as novas posturas, as dificuldades e emoções que estavam escondidas , os contos nos ajudam neste trajeto, nos trazer conteúdos simbólicos , através de diferentes situações e podemos vivenciar ainda alguns arquétipos . isso porque é sabido que na vida independente de sexo , idade , cultura todos temos emoções e sentimentos semelhantes , já sentimos Medos , alegrias , angustias , satisfação , felicidade , temores , e estes sentimentos estão contidos também nos contos de fadas . vividos pelos seus personagens , reis, rainhas , servos , avos . madrastas , pais , mães , fadas e bruxas.

Quando estamos desenvolvendo uma atividade arteterapeutica devemos nos preocupar ao escolhermos os contos para narrar a uma determinada população, isso porque é importante verificar-se quais seriam os melhores, levando-se em consideração os conteúdos que se pretende mobilizar no ouvinte. Sendo que é importante termos consciência que os arquétipos carregam simultaneamente possibilidades de saúde, e de doença, de bem e de mal, de certo e do errado, do feio e do belo, pois estes tem suas polaridades positivas e negativas .

Sobre os símbolos contidos nos contos escrevi “O símbolo é a linguagem através da qual os arquétipos presentes tanto nos mitos, quanto nos contos de fadas falam à humanidade. Esta linguagem se apresenta através de metáforas e alegorias, ou mesmo por intermédio da linguagem poética. Quando estuda - se os contos de fadas, encontra - se a linguagem simbólica, que traz para a realidade o que surgiu no imaginário para possibilitar então a comunicação com os leitores. “
Coelho foi uma autora bastante citada por mi , visto que tem livros interessantes sobre o tema dos contos de fadas vejam o que ela coloca : que a linguagem simbólica, é que possibilita que as mensagens contidas nos contos nos falem da Sabedoria da vida, esta vem sendo transmitida à humanidade até os nossos dias, pois estas apesar da mudança dos tempos, as mensagens permanecem imutáveis

Sempre cometo que os contos podem e devem ser lidos e trabalhados em diferentes faixas etárias e agora relendo minha dissertação vejo que um dos autores nos quais embasei minha pesquisa, escreve: Bonaventure (1992) afirma que os contos, através da sua linguagem simbólica trazem aos seus leitores os conflitos vividos na infância, na adolescência e também na vida adulta, mostrando desta maneira as diferentes situações vividas pela humanidade, sendo que junto aos conflitos trazem as soluções simbólicas para estes problemas, por intermédio da sabedoria popular , isso só faz cada vez mais ter o conto com um grande aliado nas minhas vivencias.

Observem o que constatei em relação aos temas: “Os temas tratados nos contos de fadas são muito variados, podendo trazer as conquistas de um príncipe, a perda da mãe, a nova madrasta, etc. É esta variedade temática que possibilita às pessoas se identificarem com os personagens e com as imagens simbólicas contidas contos de fadas”

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